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O que comer na Praia do Forte: da moqueca ao tabuleiro
Moqueca no dendê, peixe do dia, acarajé, cocada e sorvete de fruta da terra: um guia para comer como a costa baiana come.
Na Praia do Forte se come a cozinha da costa baiana: dendê, leite de coco, pimenta, peixe que acabou de sair do barco e doces de tabuleiro. É uma cozinha de herança africana, indígena e portuguesa, feita para durar a tarde inteira na mesa. Este guia não lista restaurantes, que mudam, mas ensina a pedir.
Moqueca, a rainha da mesa
A moqueca baiana é um cozido de peixe ou frutos do mar no azeite de dendê com leite de coco, cebola, tomate, pimentão e coentro, que chega fervendo à mesa na panela de barro. Acompanham arroz branco, farofa de dendê e pirão, feito com o próprio caldo. É diferente da moqueca capixaba, do Espírito Santo, que não leva dendê nem leite de coco. As versões mais comuns aqui são de peixe, camarão, siri catado e a mista.
Uma moqueca serve bem duas pessoas. Se a pimenta assusta, peça o molho à parte. E pergunte sempre qual peixe chegou no dia.
Do mar para a panela
Na mesma família da moqueca estão o bobó de camarão, creme de aipim com dendê e leite de coco; a casquinha de siri, servida na própria casca; e o peixe frito inteiro, com salada e pirão. Quando a pesca é boa, os restaurantes da vila trabalham com o peixe dos pescadores locais. Prefira essa opção e respeite os períodos de defeso, em que a pesca de algumas espécies, como lagosta e camarão, é proibida para garantir a reprodução.
O tabuleiro da baiana
No fim da tarde, as baianas de acarajé armam o tabuleiro na vila. O acarajé é um bolinho de feijão-fradinho moído, frito no dendê e aberto ao meio para receber vatapá, caruru, camarão seco e vinagrete. O abará é a mesma massa cozida na folha de bananeira, mais leve. No tabuleiro também costumam estar cocadas brancas e queimadas e outros doces.
O Ofício das Baianas de Acarajé é Patrimônio Cultural do Brasil, registrado pelo IPHAN em 2005 no Livro dos Saberes. O registro protege o saber das baianas, ligado às religiões de matriz africana, e não uma receita. Comprar no tabuleiro é apoiar quem mantém essa tradição.
Peça "quente" se quiser com pimenta e "frio" se quiser sem. Na dúvida, "pouca pimenta" resolve.
Doces e sorvetes
- Cocada: de coco ralado com açúcar, branca ou queimada, às vezes com maracujá ou leite condensado.
- Sorvete de fruta da terra: umbu, cajá, mangaba, graviola, cupuaçu e coco aparecem nas sorveterias da vila. Umbu e cajá vêm do interior da Bahia, onde a polpa vira sorvete e picolé.
- Tapioca e beiju: no café da manhã e no fim da tarde, com coco, queijo ou manteiga.
Para beber
Água de coco gelada é a bebida oficial da praia. Sucos de fruta da terra, como cajá, umbu e mangaba, são a alternativa ao refrigerante. Para os adultos, a batida de frutas e a caipirinha de fruta local acompanham bem o fim da tarde.
Muitos restaurantes, cafés e sorveterias da vila são parceiros do Clube do Forte: peça o PIN no caixa e transforme a refeição em conchas. O Jubi sugere onde comer conforme o seu roteiro do dia.
Lugares desta história
- Moquecas e frutos do mar: Moqueca no dendê, peixe do dia e a cozinha da costa baiana.
- Acarajé e tabuleiros: O bolinho de feijão-fradinho frito no dendê, patrimônio cultural do Brasil.
- Vila e Alameda do Sol: A rua de pedestres da vila, com lojas, ateliês, sorveterias e restaurantes.
Fontes consultadas
- IPHAN, superintendência da Bahia: Ofício das Baianas de Acarajé
- Guia Michelin: moqueca e as origens do Brasil
- Embrapa: umbu-cajazeira, perspectivas para o semiárido baiano
Horários, preços e regras mudam: confirme com o local antes de ir.